Escritor aborda presença crescente de aves silvestres nas cidades

Em “Êxodo Rural dos Pássaros”, Bartolomeu Xavier de Sousa Filho relata mudanças no comportamento das espécies e destaca impactos ambientais

tucano
(Foto: IA Ilustrativa/Correio Goiano)

O escritor Bartolomeu Xavier de Sousa Filho publicou um texto intitulado “Êxodo Rural dos Pássaros”, no qual descreve a presença cada vez mais frequente de aves silvestres nas cidades do interior. A obra apresenta um relato observacional que relaciona a migração das espécies à degradação ambiental e às transformações nos ecossistemas naturais.

No texto, o autor chama atenção para a mudança percebida nos períodos do amanhecer e do entardecer, quando diferentes cantos de pássaros compõem o cenário sonoro das pequenas cidades. Segundo Bartolomeu, diversas espécies têm encontrado no ambiente urbano condições favoráveis para alimentação e reprodução, fenômeno comparado à migração humana da zona rural para os centros urbanos.

O relato aponta que a devastação crescente dos habitats naturais tem levado aves da região a buscar abrigo nas áreas urbanas, onde encontram frutas, restos de alimentos e locais propícios para nidificação. O autor também menciona que a redução do uso de armadilhas, como alçapões e estilingues, contribui para uma convivência menos hostil entre pessoas e animais.

Ao longo do texto, Bartolomeu lista uma ampla variedade de espécies observadas nas cidades, entre elas arara-canindé, canário-amarelo, canário-da-terra, rolinhas, beija-flores, anu-preto, papagaio, maracanã, curicaca, gavião, tucano-açu, pica-paus, sabiá-do-cerrado, bem-te-vi, periquitos, quero-quero, urubu, além de garças, marrecos, saracuras e corujas. A diversidade descrita evidencia a adaptação dessas aves ao ambiente urbano e às dinâmicas da cadeia alimentar nas cidades.

O texto também destaca aspectos comportamentais e ecológicos das espécies, mencionando relações entre predadores e presas, a formação de bandos e a presença de ninhos considerados verdadeiras “obras de arte”, como os do guacho e do joão-de-barro.

Ao final, o autor registra que decidiu escrever o relato diante da frequência com que tem observado esse fenômeno. Identificando-se como “um simples biólogo”, ele demonstra preocupação com os impactos ambientais e ressalta a importância da preservação da natureza, ao mesmo tempo em que reconhece a capacidade de adaptação das espécies diante do risco acelerado de extinção.

Bartolomeu Xavier de Sousa Filho é professor aposentado e escritor (Foto: Arquivo Pessoal)

Leia o texto completo de Bartolomeu Xavier de Sousa Filho:


Por Jotta Oliveira – do Correio Goiano

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