Sexta-feira 13: por que a data assusta tanta gente e como nasceu a superstição do “azar”

Medo mistura tradição religiosa, simbologia do número 13 e histórias que atravessaram séculos em um fenômeno mais cultural do que “místico”

(Foto: Jotta Oliveira/Correio Goiano)

Hoje é sexta-feira (13/02) e a combinação do último dia útil da semana com o número 13 costuma acionar um alerta automático em muita gente. Pessoas adiam viagens, evitam decisões importantes e até redobram cuidados com pequenos imprevistos do dia a dia.

A fama de “data azarada” é antiga no Ocidente e não depende de um único fato histórico. Pesquisas sobre folclore e cultura na internet mostram que a superstição se consolidou justamente pela soma de dois elementos que já carregavam má reputação separadamente: a sexta-feira e o número 13.

No imaginário cristão, a sexta-feira ficou associada a acontecimentos negativos, especialmente a crucificação de Jesus Cristo. Já o número 13 ganhou peso simbólico em narrativas populares que atravessaram gerações, como a leitura de que “13 à mesa” seria sinal de desgraça — uma associação com a Última Ceia (13 presentes, incluindo Judas) que ajudou a reforçar o desconforto com o número.

Ao longo do tempo, outras histórias passaram a ser lembradas para explicar o medo. Uma das mais citadas é a prisão em massa de membros da Ordem dos Templários, ocorrida numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França. Pesquisadores e instituições que estudam folclore, porém, destacam que esse tipo de explicação funciona mais como “narrativa de origem” do que como prova definitiva de onde tudo começou, uma vez que a superstição foi se formando aos poucos, alimentada por diferentes versões.

No fim, o que mantém a sexta-feira 13 viva no imaginário popular é menos a chance real de algo dar errado e mais a forma como o cérebro humano busca padrões e explicações para o acaso. Quando alguém já começa o dia desconfiado, qualquer contratempo pode parecer confirmação de que “a data tem algo”. A superstição, assim, sobrevive como um costume cultural que, mesmo com as mudanças de gerações, ganha novos exemplos e continua rendendo o mesmo frio na barriga e, para muitos, um motivo a mais para tocar o dia com cautela.

 

Da Redação do Correio Goiano

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