OAB-GO alerta para riscos do uso da inteligência artificial para resolver assuntos jurídicos sem o auxílio de advogados

Campanha lançada pela seccional goiana defende uso responsável da tecnologia e reforça que ferramentas de IA não substituem atuação ética, técnica e humana da advocacia

(Foto: IA Ilustrativa/Correio Goiano)

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) lançou, neste mês de maio, a campanha institucional “IA não te defende. Defesa é a advocacia que entende”, voltada à conscientização sobre o uso da inteligência artificial para tratar de assuntos jurídicos sem o auxílio de profissionais do Direito.

A iniciativa busca chamar atenção para os riscos do uso indiscriminado de ferramentas automatizadas e reforçar que a tecnologia não substitui a atuação técnica, ética e humana dos advogados.

Segundo o presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, o debate não está centrado na proibição da tecnologia, mas na responsabilidade sobre sua utilização. “A inteligência artificial é uma realidade, mas o debate central é sobre o uso responsável. A advocacia não pode prescindir da dimensão humana, ética e técnica”, afirmou, durante o lançamento da campanha.

A campanha também ocorre em meio ao crescimento do uso de plataformas de inteligência artificial para pesquisas jurídicas, elaboração de peças processuais e consultas automatizadas.

Entre os principais alertas da campanha está o risco de ferramentas generativas criarem informações falsas, decisões judiciais inexistentes ou interpretações incorretas de leis e jurisprudências. O problema, conhecido no setor tecnológico como “alucinação” da inteligência artificial, já resultou em punições judiciais em diferentes casos no Brasil.

Diante desse cenário, a OAB-GO destaca que a advocacia envolve análise técnica individualizada, interpretação jurídica, responsabilidade ética e relação humana com o cliente, elementos que, segundo a entidade, não podem ser substituídos por sistemas automatizados.

 

Por Jotta Oliveira – do Correio Goiano

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