Chuveiro elétrico pode responder por até 40% da conta de luz durante dias frios

Distribuidora de energia orienta consumidores sobre uso consciente durante período de temperaturas mais baixas e dá dicas para reduzir impacto na fatura

(Foto: IA Ilustrativa/Correio Goiano)

Com a chegada do período mais frio do ano em Goiás, o consumo de energia elétrica nas residências aumenta principalmente por causa do uso mais intenso do chuveiro elétrico. Segundo a Equatorial Goiás, o equipamento pode representar entre 30% e 40% da conta de luz em períodos gelados, especialmente em imóveis com hábitos de consumo mais elevados ou instalações antigas.

O aumento do gasto ocorre porque, na posição “inverno”, o chuveiro utiliza mais energia para aquecer a água. Além disso, o tempo maior de banho também contribui para o crescimento do consumo mensal.

De acordo com a distribuidora, reduzir cerca de cinco minutos no tempo diário de banho pode gerar economia de aproximadamente 10% a 15% na conta de energia, dependendo do perfil de consumo da residência.

A concessionária orienta ainda que pequenas mudanças de hábito podem ajudar a diminuir o impacto da fatura sem comprometer o conforto térmico. Entre as recomendações estão utilizar o chuveiro na posição “verão” sempre que possível, desligar aparelhos quando não estiverem em uso e optar por equipamentos mais eficientes no consumo de energia.

Além do aumento no consumo, o período também exige atenção redobrada à segurança elétrica dentro das residências. Segundo a Equatorial Goiás, o uso prolongado do chuveiro em potência máxima pode levar a instalação elétrica ao limite, especialmente em imóveis com fiação antiga ou sem manutenção periódica.

A Executiva de Segurança da Equatorial Goiás, Suzane Caires, explica que o problema se agrava quando a rede elétrica não está dimensionada para suportar a carga exigida pelo equipamento. “Esse cenário se agrava quando a rede não está dimensionada para a carga exigida pelo equipamento, com risco de sobrecarga, aquecimento dos condutores e falhas no sistema elétrico”, afirma.

Um dos sinais mais comuns de sobrecarga é o desarme do disjuntor durante o banho. Segundo a especialista, embora o equipamento funcione como mecanismo de proteção, interrompendo automaticamente a energia ao identificar excesso de carga no circuito, o desarme frequente não deve ser ignorado.

“O disjuntor não desarma por acaso. Ele atua para proteger a instalação elétrica e evitar situações mais graves, como superaquecimento ou curto-circuito. Quando isso ocorre com frequência durante o uso do chuveiro, é sinal de que há sobrecarga ou incompatibilidade na instalação”, destaca Suzane.

Em situações mais graves, o excesso de corrente elétrica pode provocar aquecimento da fiação e evoluir para curto-circuito. Em casos prolongados, o problema pode resultar até mesmo em incêndios.

Por isso, a Equatorial Goiás reforça que o uso seguro do chuveiro elétrico depende diretamente da qualidade da instalação elétrica da residência. Pequenas adaptações inadequadas ou falhas na estrutura podem comprometer todo o sistema, principalmente durante o inverno.

“A manutenção preventiva da instalação elétrica é fundamental para garantir a segurança e evitar acidentes domésticos. Ao perceber sinais como desarme frequente do disjuntor durante o uso do chuveiro, a orientação é interromper o uso e solicitar avaliação de um eletricista qualificado”, orienta Suzane Caires.

 

Editado por Jotta Oliveira – do Correio Goiano

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