O hábito e a pessoa

Artigo de Paulo Hayashi Jr versa sobre a questão de auto-gerenciamento, hábitos e espiritualidade

Paulo Hayashi Jr 
Quem você é? Eu sou o hábito! Este pequeno diálogo imaginário reflete a interdependência entre a pessoa e seus costumes. Assim como no dito popular "o hábito faz o monge", este faz aquele também. Um depende e repercute no outro, assim como tudo na vida. Pensamentos, atitudes e ações formam o conjunto de elementos que, repetidos ao longo do tempo, formam as práticas pelo qual se expressa o indivíduo.
 
Ter disciplina e dedicação para polir seu jeito de ser para se transformar em uma pessoa melhor é o primeiro passo para o progresso da sociedade. É através do aumento de indivíduos bons que se aprimora a sociedade, tal como expressa no livro A República de Platão. Esforçar-se para ser alguém melhor significa ser inimigo de seus próprios defeitos, vícios e más inclinações. É não se contentar com o que você é, mas que se compromete a ser este reformador de seus domínios interiores e dos hábitos. É melhorar não apenas no sentir e pensar, mas no agir também. É fundamental que se pratique para a consolidação destes novos modos. Uma tarefa que tem início para começar, mas sem data final. A internalização da lição leva tempo.
 
Mas, quem faz da vida um legítimo projeto de melhoria consegue acumular tesouros imprescindíveis. Sejamos como seguidores de Jesus que soube como ninguém ser o exemplo dos bons hábitos. Tenhamos como inimigos não o mundo à nossa volta, mas nossas sombras interiores. Quem se ilumina não teme as imperfeições alheias. Amemos como o mestre Nazareno.
 

Paulo Hayashi Jr - doutor em Administração pela UFRGS. Professor e pesquisador da Unicamp.


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