Período chuvoso, aumento do tráfego de veículos pesados e falta de manutenção adequada agravam os riscos para quem depende da rodovia no oeste goiano
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| Ônibus colidiu contra caminhões após motorista tentar desviar de buracos em trecho da BR-158 entre os municípios de Bom Jardim de Goiás e Piranhas (Foto: Reprodução/Redes sociais) |
Há quem diga que estrada ruim a gente aprende a
“conhecer” e, atualmente, quem dirige com frequência pela BR-158 tem precisado
saber exatamente onde reduzir, onde desviar e onde torcer para que não venha
ninguém na direção contrária ao tentar evitar um defeito no asfalto. Mas a
verdade é que ninguém deveria precisar decorar buracos para chegar vivo em
casa.
Sendo uma das principais rodovias da região oeste de Goiás, a BR-158 faz a ligação diária entre municípios como Piranhas, Bom Jardim de Goiás, Aragarças e tantas outras cidades do Vale do Araguaia. A via é rota de trabalhadores, famílias em viagens de lazer, ônibus de passageiros, ambulâncias e, nesta época do ano, também de muitos veículos pesados que participam do escoamento da safra, exigindo ainda mais de um pavimento já comprometido pela falta de manutenção adequada e pelas chuvas intensas dos últimos meses.
A preocupação não está apenas nos acidentes. Está também no medo diário de quem percorre quilômetros desviando de crateras, reduzindo bruscamente a velocidade e mudando de faixa sem margem segura. Está no caminhoneiro que precisa diminuir o ritmo para não danificar o veículo e acaba ficando mais vulnerável, inclusive à criminalidade que, em trechos críticos, se aproveita justamente dessa lentidão forçada para agir com mais facilidade.
A região oeste de Goiás tem crescido economicamente, impulsionada pelo agronegócio, pelo comércio e pela prestação de serviços. Mas desenvolvimento não combina com falta de infraestrutura, e o que se espera das autoridades responsáveis é ação efetiva, planejamento e compromisso. A BR-158 não pode continuar sendo lembrada pelos acidentes e pelas vidas perdidas.

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