Valciaine Silva de Jesus precisa arrecadar R$ 17.924 para comprar duas unidades de rituximabe e avançar no tratamento contra o risco de rejeição
| Valciaine Silva de Jesus tem 43 anos e realiza hemodiálise há 10 anos (Foto: AP) |
A moradora de Piranhas Valciaine Silva de Jesus, de 43
anos, iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar R$ 17.924 e
adquirir um medicamento prescrito como parte do tratamento que poderá permitir
a realização de um transplante de rim. Há cerca de 10 anos, ela enfrenta uma
rotina de hemodiálise e, três vezes por semana, desloca-se até Iporá para
passar pelo procedimento.
Em entrevista ao Correio Goiano, Valciaine relatou que apresenta elevado nível de sensibilização imunológica, condição que pode aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado. Apesar disso, os exames apontaram compatibilidade com o irmão, que poderá ser o doador.
“Fizemos todos os exames e sempre vamos a São Paulo, de três em três meses, para realizar novos exames”, contou.
Valciaine é acompanhada por uma equipe médica do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Atualmente, segundo ela, recebe imunoglobulina humana a cada 21 dias, em uma tentativa de reduzir o nível de sensibilização do organismo. O tratamento apresentou resultado, mas a redução não teria sido suficiente para permitir a realização do transplante com menor risco de rejeição.
“O remédio fez efeito, mas não o suficiente para o que era necessário para fazer o transplante e evitar a rejeição”, explicou.
Diante do resultado, a médica responsável prescreveu o rituximabe 500 mg. Conforme o orçamento apresentado à paciente, são necessários dois frascos, que totalizam R$ 17.924.
O rituximabe é um anticorpo monoclonal que atua sobre a proteína CD20, encontrada na superfície de determinados linfócitos B, células que participam da resposta imunológica. O medicamento é administrado por infusão intravenosa e deve ser utilizado sob acompanhamento de profissionais de saúde. Além de indicações aprovadas para doenças oncológicas e autoimunes, o rituximabe também pode ser empregado, mediante avaliação médica, em protocolos relacionados à sensibilização imunológica no contexto de transplantes.
Valciaine afirma que buscou alternativas legais para receber o medicamento gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não obteve decisão favorável. De acordo com ela, foram cerca de seis meses de tentativas antes do início da campanha de arrecadação.
“Fui três vezes ao Ministério Público e passei seis meses buscando o medicamento, mas as três solicitações foram negadas. A médica que me acompanha no Hospital das Clínicas, em São Paulo, prescreveu esse remédio. Segundo ela, após eu tomar os dois frascos, meu painel poderá baixar e, então, poderei fazer o transplante”, relatou.
O chamado painel de reatividade de anticorpos é um dos instrumentos utilizados pelas equipes médicas para avaliar o grau de sensibilização imunológica de candidatos a transplante. Quanto maior a presença de anticorpos capazes de reagir contra determinados antígenos, mais complexa pode ser a busca por condições imunológicas adequadas ao procedimento.
A paciente precisa adquirir o medicamento o mais rapidamente possível. Em dezembro, deverá retornar a São Paulo para realizar novos exames e verificar se houve redução no nível de sensibilização e se poderá prosseguir com o processo para o transplante.
Enquanto aguarda, Valciaine mantém a rotina desgastante de três viagens semanais entre Piranhas e Iporá para realizar a hemodiálise. A campanha representa, para ela, a possibilidade de avançar em um tratamento aguardado há anos.
As pessoas que puderem contribuir com qualquer quantia devem fazer a doação pela chave Pix CPF 98769189153. A beneficiária é Valciaine Silva de Jesus, com conta no Banco Bradesco. Antes de concluir a transferência, o doador deve conferir o nome da destinatária apresentado pelo aplicativo bancário.
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