Golpistas usam leitura da Bíblia por telefone para tentar contratar empréstimos em nome de vítimas

Criminosos estão utilizando abordagens religiosas para gravar respostas afirmativas e utilizar na contratação indevida de empréstimos, abertura de contas e outras fraudes financeiras

(Foto: IA Ilustrativa/Correio Goiano)

Uma nova modalidade de golpe, conhecida como “golpe da Bíblia”, está utilizando ligações telefônicas com conteúdo religioso para induzir vítimas a fornecer respostas afirmativas que podem ser utilizadas em tentativas de golpes financeiros.

O alerta tem sido compartilhado por autoridades policiais e influenciadores através de vídeos nas redes sociais e, segundo os relatos, os criminosos entram em contato com a vítima e perguntam se ela autoriza a leitura de um trecho da Bíblia. Após a concordância, passam a ler passagens bíblicas e fazem novas perguntas que levam a respostas como “aceito”, “concordo”, “permito” ou expressões semelhantes.

De acordo com os alertas divulgados, os áudios contendo essas respostas poderiam ser gravados e posteriormente utilizados em tentativas de fraude, como contratação indevida de empréstimos, abertura de serviços ou outras operações realizadas por telefone.

Golpistas frequentemente utilizam técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas, explorando emoções, crenças, sentimentos de solidariedade e até mesmo a fé religiosa para reduzir a desconfiança durante o contato. Além disso, criminosos costumam adaptar estratégias já conhecidas para criar novas formas de abordagem.

Como se proteger

A principal orientação é desconfiar de ligações inesperadas, mesmo quando o contato aparenta ter uma finalidade religiosa, beneficente ou social. Especialistas recomendam evitar fornecer dados pessoais, informações bancárias, senhas ou qualquer tipo de confirmação que possa ser interpretada como autorização para contratação de serviços.

Também é aconselhável encerrar a ligação caso surjam dúvidas sobre a identidade do interlocutor e procurar canais oficiais da instituição mencionada para confirmar a veracidade da informação. Em situações suspeitas, a recomendação é registrar ocorrência junto às autoridades competentes.

 

Por Jotta Oliveira – do Correio Goiano

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