Decisão segue determinação do Ministério da Saúde para garantir doses suficientes aos mais vulneráveis até a chegada da vacina atualizada em 2026
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(Foto: Reprodução) |
Seguindo determinação do Ministério da Saúde (MS), a
Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que, a partir do dia
1º de setembro, a vacinação contra a Influenza (gripe) voltará a ser realizada
exclusivamente nos grupos prioritários. A medida foi comunicada aos municípios
goianos na última terça-feira (26/08), por meio de nota técnica.
Segundo o Ministério da Saúde, a decisão tem o objetivo de garantir o acesso à imunização para os mais vulneráveis à doença, que estão contemplados no Calendário Nacional de Vacinação. Entre eles, estão idosos, crianças e gestantes.
A campanha de vacinação contra a gripe começou em 1º de abril de 2025, voltada inicialmente aos grupos prioritários. Após 45 dias, diante da baixa procura, a estratégia foi ampliada, no dia 16 de maio, para toda a população a partir de 6 meses de idade. A expectativa era de que, ao estimular a vacinação em massa, famílias levassem também membros dos grupos prioritários, considerados mais fragilizados.
No entanto, a cobertura vacinal desses públicos permanece abaixo do esperado. Até o momento, a média nacional é de 47,43% de imunização dos grupos prioritários. Em Goiás, a cobertura é de 44,24%, com 46,16% para idosos, 42,61% para crianças e 27,1% para gestantes.
De acordo com o MS, há preocupação em garantir doses suficientes até a chegada da vacina atualizada, prevista para o início de 2026. “O Ministério da Saúde informou que só possui doses suficientes para o quantitativo dos grupos prioritários e que precisa garantir doses para eles”, destacou a SES-GO.
A Secretaria tem orientado os municípios a adotarem estratégias para alcançar os não vacinados, como ações em escolas e instituições de longa permanência para idosos.
A partir de setembro, a vacinação será direcionada apenas a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes e puérperas, além de povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores da educação básica e superior, profissionais das forças de segurança, salvamento e forças armadas. Também fazem parte do público prioritário pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários e dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, bem como pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.
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