Segundo a autoridade policial, adolescente admitiu ter agredido o filho porque ele chorava muito. Caso seja responsabilizado, menor poderá receber apenas uma medida socioeducativa, conforme o ECA
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| (Imagem divulgada pela Polícia Militar) |
Um bebê de três meses morreu na madrugada desta
quinta-feira (22/10), em Caiapônia, e o pai, um adolescente de 17 anos,
confessou à Polícia Militar ter apertado o pescoço do filho antes de
encontrá-lo desfalecido. Segundo a corporação, ele afirmou que agiu porque a
criança chorava muito.
O bebê foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal Adão Nazir Martins Silva, onde chegou sem sinais vitais. Profissionais da unidade identificaram diversos hematomas em seu corpo e acionaram a polícia.
Em entrevista à Rádio Serra Azul, o capitão Nereu, comandante da 48ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), explicou que os agentes ouviram o adolescente durante o atendimento à ocorrência. “Em conversa com o pai desse bebê, um adolescente de 17 anos, ele acabou confessando à equipe policial que havia asfixiado o bebê porque ele estava chorando muito”, afirmou.
Conforme o registro policial, o pai relatou que, depois de apertar o pescoço do filho, o colocou em um bebê-conforto na sala da residência e foi estender roupas nos fundos da casa. Ao retornar, cerca de dez minutos depois, encontrou a criança desfalecida. Ele entrou em contato com a esposa, de 18 anos, que estava trabalhando, e pediu socorro ao Samu.
O Instituto Médico Legal (IML) de Iporá foi acionado para recolher o corpo. Os exames periciais deverão esclarecer a causa da morte e contribuir para a apuração das circunstâncias do caso.
A ocorrência foi atendida pela 48ª CIPM, com apoio da Companhia de Policiamento Especializado (CPE). O adolescente foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Caiapônia, onde foi lavrado um Auto de Apreensão em Flagrante. Segundo o capitão Nereu, o enquadramento inicial é de ato infracional análogo a homicídio.
Caso seja comprovada a responsabilidade do pai pela morte, ele poderá receber apenas uma medida socioeducativa, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entre as possibilidades está a internação em unidade socioeducativa, admitida para atos infracionais cometidos com violência contra a pessoa. A internação tem limite de três anos, com reavaliação, no máximo, a cada seis meses e liberação compulsória aos 21 anos.

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