Condenado por homicídio cometido em Arenópolis no ano de 2009 é preso no Pará

Homem de 60 anos foi sentenciado a 12 anos e três meses de prisão por matar a vítima com 11 golpes de faca

(Foto: Divulgação/PMPA)

João Ribeiro, de 60 anos, foi preso na manhã do último sábado (18/07), em Parauapebas, no Pará, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Vara Criminal da Comarca de Piranhas. Ele foi condenado a 12 anos e três meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo homicídio qualificado de Valdo dos Santos, cometido em maio de 2009, em Arenópolis.

A prisão foi realizada por policiais militares do 23º Batalhão da Polícia Militar do Pará. Segundo a corporação, João Ribeiro foi localizado enquanto capinava um lote vizinho à residência onde estaria morando. Após a abordagem, ele foi encaminhado à 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas, onde permanece à disposição da Justiça.

A condenação foi proferida no último dia 2 de julho pelo Tribunal do Júri da Comarca de Piranhas. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do homicídio, além das qualificadoras de motivo fútil e emprego de meio cruel.

Com base na decisão do Conselho de Sentença, a juíza Yasmmin Cavalari fixou a pena definitiva em 12 anos e três meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime

De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), o homicídio ocorreu por volta das 18h30 do dia 10 de maio de 2009, nas proximidades do Estádio Municipal Valdemir Moreira de Alcântara, em Arenópolis.

João Ribeiro tinha 43 anos na época e residia no município. Conforme relatos prestados em juízo, ele mantinha uma relação de amizade com Valdo dos Santos e com a esposa da vítima, proprietários do bar onde os fatos começaram.

Segundo os autos, João havia consumido bebidas alcoólicas no estabelecimento até aproximadamente as 16h, com o compromisso de pagar posteriormente. Em determinado momento, ele se irritou depois que o bar interrompeu a venda de cervejas a prazo e começou a chutar cadeiras. A polícia foi acionada e ele deixou o local, mas retornou posteriormente portando uma faca.

Uma testemunha ocular relatou em juízo que João segurou Valdo pela camisa e iniciou as agressões. A vítima, que tinha 59 anos, conseguiu se desvencilhar e tentou fugir, mas foi perseguida e atingida com golpes de faca enquanto corria.

Depois de percorrer poucos metros, Valdo caiu e ainda tentou se defender utilizando os pés, mas foi novamente golpeado. Conforme os elementos apresentados no processo, a vítima sofreu ao menos 11 ferimentos.

Outra testemunha declarou durante a investigação que viu Valdo correndo enquanto era perseguido por João e presenciou os últimos golpes depois que a vítima caiu. Um terceiro relato apontou que o autor deixou o local ainda portando a arma utilizada no crime. As pessoas que acompanhavam a ocorrência não teriam interferido por medo de também serem atacadas.

Após o homicídio, João Ribeiro fugiu e não foi localizado para responder ao processo. A denúncia foi recebida pela Justiça em maio de 2010, ocasião em que sua prisão preventiva foi decretada. Como ele não havia sido encontrado, o processo e o prazo prescricional foram suspensos em 2011.

O mandado de prisão foi cumprido pela primeira vez em maio de 2023, também no Pará. Conforme registrado no processo em Goiás, João havia sido preso em flagrante naquele estado por outro homicídio. Posteriormente, a prisão preventiva foi relaxada por excesso de prazo e substituída por medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico.

Em novembro de 2025, João Ribeiro foi pronunciado por homicídio qualificado, decisão que determinou que ele fosse submetido a julgamento popular. O júri ocorreu no dia 2 de julho deste ano e terminou com a condenação. Com a expedição de um novo mandado, ele voltou a ser preso no último sábado.

 

Da Redação do Correio Goiano

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