Parceria prevê coletas trimestrais em até 40 pontos e busca ampliar a segurança da população sobre a qualidade da água
![]() |
| Rio Piranhas, localizado no município de Piranhas (Foto: Arquivo/Correio Goiano) |
Durante a abertura da Semana da Água, realizada nesta
terça-feira (17/03), em Goiânia, o Governo de Goiás oficializou um acordo de
cooperação técnica para monitorar a presença de agrotóxicos em corpos hídricos
do estado. O termo foi assinado pela titular da Secretaria de Estado de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andrea Vulcanis, e contou com a
participação do secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis.
A iniciativa tem como objetivo ampliar a transparência e garantir maior segurança à população em relação à qualidade da água. Segundo Vulcanis, a ação busca esclarecer dúvidas recorrentes sobre o tema, especialmente no que diz respeito aos impactos dos agrotóxicos na saúde pública.
“A gente sabe que ainda existe muita dúvida sobre como está a qualidade das nossas águas, especialmente quando se fala em saúde pública e no uso de agrotóxicos. Então, esse trabalho vem justamente para simplificar essa informação e dar mais clareza para as pessoas”, afirmou.
O secretário de Saúde, Rasível dos Reis, destacou a relação direta entre a qualidade da água e a saúde da população, ressaltando o caráter preventivo da medida. “Isso traz segurança, traz sustentabilidade, traz promoção de saúde e traz prevenção também para a gente ter alguma eventualidade, alguma intoxicação”, disse.
Rasível dos Reis destacou ainda que garantir boas condições da água é fundamental tanto para o consumo humano quanto para as atividades produtivas, evidenciando a importância da integração entre diferentes áreas da gestão pública.
Monitoramento em rios, córregos e lagos
O acordo prevê a realização de coletas ao longo dos próximos três anos. As amostragens deverão ocorrer a cada três meses, permitindo a análise da qualidade da água em diferentes períodos do ano, como inverno, outono, primavera e verão.
O responsável pelo Centro de Análises Ambientais e Laboratoriais (Ceamb) da Semad, Ernando Araújo, explicou que, inicialmente, o monitoramento será concentrado em águas superficiais. “A perspectiva é que a gente faça a coleta a cada três meses, para a gente alcançar diferentes épocas do ano: inverno, outono, primavera e verão. O foco, neste momento inicial, é monitorar as águas superficiais, ou seja, rios e lagos, em 16 pontos”, afirmou.
Segundo Araújo, os locais das primeiras coletas ainda serão definidos nas próximas semanas, durante a realização de oficinas técnicas.
Além do monitoramento, a cooperação estabelece a troca de dados, metodologias e estruturas entre as duas secretarias, o que deve contribuir para diagnósticos mais precisos nas áreas ambiental e sanitária. O acordo também prevê a criação de protocolos conjuntos para avaliação de riscos, identificação de áreas prioritárias e aprimoramento contínuo das políticas públicas voltadas à proteção dos recursos hídricos.

0 Comentários