Reajuste de 6,79% leva em conta a inflação medida pelo INPC e o crescimento da economia
![]() |
| (Foto: Reprodução) |
O novo salário
mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621, entrou em vigor nesta quinta-feira (1º/01).
O valor representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao
piso anterior, que era de R$ 1.518. A atualização foi confirmada pelo
Ministério do Planejamento e Orçamento no dia 10 de dezembro.
O novo patamar foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. Em novembro, o índice registrou variação de 0,03% e, no acumulado de 12 meses, chegou a 4,18%.
Além da correção inflacionária, a regra de reajuste do salário mínimo também considera o desempenho da economia. A legislação estabelece que o valor seja atualizado pela soma do INPC acumulado até novembro do ano anterior e pelo crescimento econômico de dois anos antes. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou, no dia 4 de dezembro, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, confirmando uma expansão de 3,4%.
Entretanto, o arcabouço fiscal — mecanismo que regula a evolução dos gastos públicos — impõe um limite ao ganho real do salário mínimo. De acordo com as regras, o aumento acima da inflação deve ficar dentro de um intervalo que varia de 0,6% a 2,5%. Essa trava fiscal influenciou o cálculo final do novo valor.
Com base nessas regras, o salário mínimo de 2026 foi projetado em R$ 1.620,99 e, conforme o arredondamento previsto em lei, passou para R$ 1.621, resultando no reajuste de 6,79%.
.jpg)
0 Comentários